"nunca perca o dom de sonhar e de brincar, mesmo com coisas reais"
Sichan Taifú
O início
No kak
kan se usa qualquer ferramenta que esteja à mão para se conseguir um bom
desenvolvimento dentro da arte marcial. Tanto em se falando do sentido físico,
bem como do mental. É bem comum esta estratégia estar errada logo de inicio,
mas com o passar dos treinamentos e o aumento das graduações, então o véu vai
se abrindo mostrando o quanto o Dragão imaginado é pequeno. A magia do pensamento,
da imaginação lúdica se torna um bom combustível em nossa caminhada. É preciso
ter calma e aos poucos ir trocando a fantasia pela realidade.
Infelizmente,
marcialmente falando o fantasioso tende a ganhar força na mente de muitos
praticantes, nublando a verdadeira realidade da arte marcial e seu
desenvolvimento no praticante. Sabemos que tentar é bem mais fácil do que fazer
logo, o ser humano gosta de ficar sonhando com as coisas e muitas vezes, faz de
tudo para que elas não se tornem realidade.
Realmente
determinadas técnicas parecem querer brincar com nossa imaginação, e ficamos
muito tempo tentando descobrir suas consequências reais. Hoje afirmo que estes
elementos não devem ser trazidos para a prática efetiva, e necessitam ficar
vagando pelas regiões misteriosas de nossa imaginação, nutrindo-as e
contrabalanceando-as com a parte racional.
Em uma
situação de combate ou perigo, o calculo logico nem sempre é possível, então
improvisar se faz obrigatório, deixar o instinto marcial dominar. Esta habilidade
é praticada naqueles exercícios incompreensíveis que aparecem nos treinos o
tempo todo e assim sendo não perguntar sobre suas praticidades se faz
necessário. Mas lembro de que para você não ser enganado por um Mestre ou um
Professor, esta parte da pratica deve ocupar apenas 20% de um bom treinamento,
principalmente no começo sendo que o restante deve sim ser pratico, logico e
deve ser bem entendido pelo praticante e bem explicado pelo Mestre ou
Professor.
“mesmo quando não
deve perguntar, o aluno precisa ser orientado”.
Sichan Taifú

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