quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Ciclo sem fim!


Quero apenas expressar gratidão a todos os alunos, amigos e colaboradores do kak kan, pelo ano que completamos juntos. Desejo a todos muitas realizações, paz, prosperidade e saúde para o ano novo.  Espero rever a todos no treino em 2015, e mencionar que sem a presença, ilustre de vocês, tudo ficaria menos alegre e iluminado.

Obrigado. Que suas famílias sejam abençoadas dentro da crença de cada um. Que muitos outros possam através do exemplo de vocês, evoluir como pessoa tendo o kak kan como tutor.

Na arte marcial que se espelha na vida, lutar é uma constante necessidade, tanto quanto para aprender e sentir. Nunca esqueçam a força que possuem e tentem de sol a sol colocar em pratica no seu dia a dia, a calma, a força apropriada, a sabedoria, a paciência e o amor sem cálculos, fazendo assim o conhecimento se tornar pratico, útil e importante para você e para todos os que a sua volta também evoluem neste plano.

O Mestre Confúcio disse:

“mesmo de cabeça para baixo, mantenha o queixo para cima”.

Que venha 2015 com seus desafios, pois estamos aqui prontos para realizar o bom combate!

Feliz Ano novo!

Happy  New Year!

!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Lutar. O melhor treino.

Lutar! O melhor treino.


Transferência. Este, a meu modo de ver é o grande problema nos treinamentos de artes marciais. Nem sempre os atletas conseguem trazer para a luta, bem como às vezes nem da tempo devido a nocautes relâmpagos, árduos dias de condicionamento físico e mental, visando ter melhor rendimento no combate.  Lutar parece ser mais simples do que se imagina, mas regras e filosofias modernas sobre treinamento nublam e desviam o proposito maior. Se conseguir se mantiver calmo e fizer o confronto ficar sobre seu total domínio, após ter praticado bastante seus golpes e ter adquirido certo alongamento e resistência muscular, o atleta pode sim treinar menos, se poupando e direcionando seu treinamento para a parte técnica.



É óbvio que antes de executar tal procedimento, o atleta deve ter formado já com treinamentos um espirito de guerreiro, pois o termo lutador atualmente esta é mais comercial, sem desmerecer a garra do pessoal, apenas eles jogam o jogo imposto por empresários que nem sei se já lutaram algum dia, marcialmente falando. Uma espada depois de afiada deve apenas ser conservada, e ocasionalmente amolada novamente. Também fica evidente que as regras impostas atualmente nos torneios, primam por lutas aeróbicas e não tão eficientes, pois é um produto que fica melhor de ser vendido. Devemos lembrar que quando nos referimos a lutas comerciais, citamos uma competição com princípios de ética de conduta, logo cada atleta precisa e deve seguir as normas do evento.

Atacar áreas vitais é simples, não precisa de muito treinamento, apenas aprimoramento técnico que é saber executar com precisão os golpes. Um golpe de dedos aos olhos colocaria fora de combate muitos campeões, desde que acerte com precisão. Mas isto é outra historia.

A dificuldade na transferência também pode ser calculada no trabalho mental de um lutador. Livre de qualquer pressão psicológica, apenas aquela imposta por ele mesmo, o praticante volta toda sua atenção à parte física do treinamento, acreditando que ter socos e chutes mais rápidos e fortes, irá conduzi-lo a vitória de forma mais fácil.  Mas como treinar a mente usando a parte física de um treinamento? De que maneira na academia se consegue chegar próximo de um combate no referente ao psicológico? Existe uma forma de treinar o combate real nas simulações de um treino na academia?


Equilíbrio. Seria esta a fórmula tão procurada?


“qual a diferença entre lutar pela sua vida e lutar por um troféu”?

É apenas um ponto de vista diferente, visando fazer as mentes dos mestres e professores marciais pensar.


Mestre Taifú

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sifans

Sifans
Os Guardiões da entrada do Templo Kak Kan.
Talvez, em minha opinião, seja a graduação de Sifan, aquela que simboliza tudo em nosso estilo. Neste estágio do treinamento, o discípulo está na metade do estilo, tanto no aspecto filosófico, quanto no referente a matérias. Começa a entender a estrutura dos treinos, suas variáveis e finalidades. Consegue entender todas as perguntas no referente à arte marcial, sem, no entanto se preocupar em ter ou não as respostas. A isto se chama: esclarecimento marcial.


“quem está no meio de determinado caminho, consegue ver melhor o final da trilha”.
Mestre Taifú


Aqueles que tiveram, por “n” razões parar o treinamento, devem sempre lembrar, onde quer que estejam, a força que possuem e todo o treinamento feito com muito sofrimento e dedicação. Que a faixa vermelha, mesmo não estando mais em sua cintura, esteja no coração e na mente de todos os Sifans. Provaram para vocês mesmos, o quanto são fortes, competentes, dignos de aplausos, honrados, determinados e vencedores. Saibam que eu, Mestre Taifú tenho muito orgulhos em ter conhecido e treinado ao lado de vocês. Acredito do fundo de meu coração que todos os Mestres que algum dia amaram esta arte marcial, e hoje estão em outro plano, também possuem em relação a vocês, muito orgulho.


Ao lado do Mestre estais vós, porém a frente dele batalha.

A frente dos alunos estais vós, contudo ao lado deles treina.

Leão parece serdes, homem de virtude se apresenta.


Sifan, nunca, jamais pense em abaixar sua guarda e sua cabeça, tanto na arte como na vida. Já provaste tua força e já sabes que não desistes ante as dificuldades. Quantas vezes Sifan, suas dores te cobriram como uma armadura, e mesmo assim lutaste sem esmorecer. Lembre Sifan, as incontáveis vezes que treinaste mesmo estando rodeado de problemas graves. Jamais vi ou ouvi você reclamar. Pois quando a faixa vermelha vai para a cintura, magicamente uma força diferente, digamos assim o dominou. Força essa gerada em seu interior, na fé de seu espirito em você mesmo.


Sifan, saibas que no Mundo das artes marciais e do Kak Kan, você foi, é e sempre será muito ESPECIAL. Então, por favor, não passe despercebido esse dom que você agora carrega, que é o de transformar com amor e dedicação, tudo aquilo que tocas.


Obrigado por tudo queridos companheiros de treino.



Obrigado Sifans!


Atenciosamente

Sichan Taifú

sábado, 4 de outubro de 2014

Aquilo que liberta, aprisiona!

你 好!

Olá!

Gostaria de falar sobre métodos de treinamento marcial, em especial do kak kan, porém vamos nos aproximar deste conhecimento usando a visão da probabilidade infinita. Com este termo, por assim dizer que sempre haverá algo prendendo-lhe, conduzindo-lhe enquanto estiver neste plano evolutivo. É incrível porque marcialmente esta regra também se aplica, ou seja, haverá conceitos ao qual não poderá jamais abandonar, dois (02) exemplos simples: base e guarda.
A referência que usamos é a seguinte: é importante para sua evolução estar preso a determinadas regras?

Partindo do ângulo de visão que sempre iremos precisar de um barco no rio do conhecimento, é necessário ter a confiança total no meio escolhido, para singrar corredeiras e tormentas na vastidão dos golpes, chaves, socos, quedas que o oceano marcial nos apresenta. Haverá dúvidas, medos e incertezas, mas atravessar isto e pisar na segurança de uma personalidade forte e equilibrada será sua grande recompensa.

O kak kan não é fardo a ser carregado. Não é parede a ser derrubada e nem tampouco inimigo a ser vencido. Treinar kak kan é como andar com uma corrente na mão. Metaforicamente falando, correntes prendem e libertam. Uma sequencia de dias de treino ininterruptos seria como estar atrelado á arte, porem os dias de folga entre os treinamentos e as regras de conduta marcial, não impostas em suas demais atividades, seriam sua liberdade da arte.



Nas técnicas marciais do kak kan, haverá o mesmo sistema de perdas e ganhos, sempre pesando a favor de uma melhora pessoal e individual de cada praticante, com isso relatamos as diferenças de interpretação e aprendizagem inerentes a cada um. Por este motivo ter uma didática pronta seria tentar aplicar conceitos iguais a pessoas diferentes, onde um mestre ou um professor não teriam tanto trabalho para lapidar junto com seu discípulo o melhor caminho a ser seguido. Adoro me referir a isto como “individualidade coletiva”.


Meu conselho!


Quando algo bom te prender se sinta seguro, porém saiba de maneira rápida e precisa como sair caso e quando queira. Aquele que se diz livre de prisões é prisioneiro da liberdade e escravo do nada!


Mestre Taifú

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dois oponentes!



O kak kan busca através de intensos treinamentos físicos e mentais, praticar o bom combate, ou seja, aquele que almeja derrubar os piores inimigos de um homem; seus medos e inseguranças. Muito se falou já sobre o aspecto de nos transformarmos em espelhos e fazermos nosso adversário bater em si mesmo. É um conceito muito difícil de entender, coloca-lo em pratica então quase impossível. Os grandes guerreiros do passado, aqueles que foram quase invencíveis, por certo atingiram tal patamar marcial. Mas como? De que maneira encontraram a perfeição na arte de lutar? Quais habilidades tiveram que treinar para polir seus espíritos de forma a refletir o oponente nele mesmo? E mais isto é possível?

É um estagio que se encontra entre os três tesouros humanos, corpo, mente e espirito. Parte de cada uma destas regiões se liga e comunica-se na mesma frequência umas com as outras e para o mesmo objetivo, neste caso o marcial, lutar. Assim o treinamento precisa necessariamente passar por um bom treino de corpo, um ótimo treinamento de mente com o aluno entendendo o que precisa ser feito, e um excelente treinamento espiritual, onde uma nova roupagem de si mesmo precisa ser gravada pelo praticante, deixando uma marca guerreira que será a referencia para a mente e o corpo se fundirem na primordial energia da batalha: o objetivo a ser almejado.

O corpo padece rápido por muitos motivos. A mente se distrai e se perde muito facilmente. O espirito é um estado sublime indescritível em palavras e somente alcançado em lampejos de existência. Assim o kak kan aprendeu a importância da fusão pratica, nenhum pouco meditativo ou imaginativo, reflexivo ou algo do gênero, mas sim meditar enquanto se luta.
Eu não existo para meu adversário, ele não encontrará em meus golpes artifícios para a batalha, mas sim ficará perdido, pois sentira que ao tentar me destruir, estará sentindo de forma real no seu corpo, na sua mente e no seu espirito que golpeia a si mesmo. Então neste exato momento de confusão, ele estará inseguro e perdido e naturalmente refém de minha vontade.

Então meus alunos, não treinem nosso estilo de forma vazia, pensando nos benefícios físicos, ou no domínio da mente, e muito menos que espiritualmente terá certa iluminação. Tudo isto é um erro. Treine o kak kan de forma a entender a si mesmo, fique sozinho em uma sala cheia, e transforme seus conhecimentos mundanos em energia marcial, não permitindo que o cidadão, o pai de família, o amigo, o filho, o trabalhador ou o empresário entre na sala de treinamento, pois estas energias existenciais não podem criar ou controlar o espirito marcial, sendo que o contrario é muito mais fácil de administrar.  Assim o kak kan poderá fazer muito mais por você, nessa busca difícil e digna que é se tornar um ser humano melhor, para si e para os demais seres existentes.


“quando tirar seus pés da areia, e mergulhá-los na praia, não deverá e não poderá mais tentar sentir a textura do grosseiro, pois estará experimentando as maravilhosas energias sutis da água”.   Mestre Taifú

domingo, 13 de julho de 2014

Mudar sem alternar!

Adaptabilidade



É o termo apropriado para designar uma habilidade fundamental exigida aos praticantes do kak kan. Fundamentar técnicas pode acarretar incerteza na hora de aplicar golpes, além de limitar o praticante e torna-lo previsível em determinados momentos. Por outro lado a quantidade, livre, digamos assim, trará insegurança no momento de escolher a técnica desejada. Então o que fazer?


Em nosso estilo o estudo e a aplicação dos cinco (05) sistemas eliminam estas duas falhas, previsibilidade e insegurança, aplicando as transformações de sistema para sistema. Os cinco sistemas são: fogo () trovão () terra () ar () agua (). A forma de aprendizagem inicia e termina nesta exata sequencia, tendo a velocidade por começo e a perfeição por fim.

O que é realmente incrível neste método de treinamento é a mudança de sistema sem muitas vezes mudar os golpes e, no entanto haverá uma grande diferença na aplicação, causando dificuldades extremas ao oponente. A adaptabilidade segue aqui um curso natural baseada na aptidão física do praticante, e se torna avançada quando o treinamento possibilita ao aluno, aplicar sequencias diferente, ou seja, mudar os golpes bem como sua velocidade e força.

Há ainda a mescla de sistema onde um permite dar suporte, auxilio ao outro, mas neste ponto do desenvolvimento o praticante precisa ter um conhecimento profundo e rápido de cada sistema, assim a adaptabilidade terá sucesso. Enquanto a naturalidade no reconhecimento dos sistemas não for boa, o aluno deve se apegar a um método apenas e a medida que for evoluindo na pratica do kak kan, aprenderá a mudar os golpes e a variar os sistemas sem que um atrapalhe o outro.


Quando isto for realmente seguro para o praticante, mudar de sistemas, ao natural, se anunciará que ele possui uma rara habilidade (praticável) que se denomina KUNG FÚ.


Mestre Taifú

Katys

Katy

Este amigo terrível


Na prática das artes marciais, algumas coisas são obscuras a principio, porém, com a prática constante e a ajuda sensata (com as dicas na medida certa, sem confundir mais e nem esclarecer totalmente) o discípulo percebe o quanto os katys são uma excelente ferramenta importante em sua jornada marcial. Bons lutadores não são apenas aqueles que executam determinadas técnicas com facilidade, estes podem chamar-lhes apenas de peritos. Realmente ser um artista marcial na acepção total da palavra requer algo além de treinamento físico e até mesmo mental, necessário se faz estar presente a imaginação, a reflexão e a contemplação, prática, não abstrata, dos movimentos e suas finalidades.

Amigo no sentido de apresentar aos praticantes variantes de possibilidades quase infinitas, em vários segmentos de um treinamento marcial. Tão complexo que é comum, muitos mestres ficarem praticando apenas determinados segmentos dos katys, matando-os em seu real objetivo.
Terrível por conceder apenas a aqueles mais obstinados seus maiores segredos, deixando muitos com a falsa sensação de conhecimento marcial. Ele, os katys, podem ainda levar os praticantes a perderem tempo atrás de algo fútil, enquanto o que realmente importa fica invisível.

Para tornar os katys práticos, fáceis de serem acessados nas informações relevantes, entra em cena a figura do “Mestre”. Outro amigo terrível dos praticantes, pois podem ajudar, mas não esclarecer, guiar e abandonar. Porém o caminho fica determinado, basta ser desbravado pelo praticante. Os katys exigem perfeição do aluno. Perfeição é o objetivo final em nossa vida, símbolo do carinho que colocamos naquilo que nos evolui. A necessidade em se fazer algo com perfeição, nos coloca caminhando, perseguindo a meta ao qual não atingiremos, contudo ao olharmos para trás e percebermos o quanto avançamos, como nos tornamos fortes, sem, no entanto chegar à perfeição, aprenderemos que perfeito mesmo é buscar, acreditar e sempre seguir.

É necessário não perder tempo com os katys, e aprender rápido a vê-los e entende-los, pois brevemente sumirão de nossa memória, deixando apenas o conhecimento sem forma. Decorar matérias não é arte marcial verdadeira, mas não saber técnica nenhuma é como ter um barco e não ter um mar para navegar.

“Os katys, estes amigos maravilhosos”.



 Mestre Taifú