domingo, 13 de julho de 2014

Mudar sem alternar!

Adaptabilidade



É o termo apropriado para designar uma habilidade fundamental exigida aos praticantes do kak kan. Fundamentar técnicas pode acarretar incerteza na hora de aplicar golpes, além de limitar o praticante e torna-lo previsível em determinados momentos. Por outro lado a quantidade, livre, digamos assim, trará insegurança no momento de escolher a técnica desejada. Então o que fazer?


Em nosso estilo o estudo e a aplicação dos cinco (05) sistemas eliminam estas duas falhas, previsibilidade e insegurança, aplicando as transformações de sistema para sistema. Os cinco sistemas são: fogo () trovão () terra () ar () agua (). A forma de aprendizagem inicia e termina nesta exata sequencia, tendo a velocidade por começo e a perfeição por fim.

O que é realmente incrível neste método de treinamento é a mudança de sistema sem muitas vezes mudar os golpes e, no entanto haverá uma grande diferença na aplicação, causando dificuldades extremas ao oponente. A adaptabilidade segue aqui um curso natural baseada na aptidão física do praticante, e se torna avançada quando o treinamento possibilita ao aluno, aplicar sequencias diferente, ou seja, mudar os golpes bem como sua velocidade e força.

Há ainda a mescla de sistema onde um permite dar suporte, auxilio ao outro, mas neste ponto do desenvolvimento o praticante precisa ter um conhecimento profundo e rápido de cada sistema, assim a adaptabilidade terá sucesso. Enquanto a naturalidade no reconhecimento dos sistemas não for boa, o aluno deve se apegar a um método apenas e a medida que for evoluindo na pratica do kak kan, aprenderá a mudar os golpes e a variar os sistemas sem que um atrapalhe o outro.


Quando isto for realmente seguro para o praticante, mudar de sistemas, ao natural, se anunciará que ele possui uma rara habilidade (praticável) que se denomina KUNG FÚ.


Mestre Taifú

Katys

Katy

Este amigo terrível


Na prática das artes marciais, algumas coisas são obscuras a principio, porém, com a prática constante e a ajuda sensata (com as dicas na medida certa, sem confundir mais e nem esclarecer totalmente) o discípulo percebe o quanto os katys são uma excelente ferramenta importante em sua jornada marcial. Bons lutadores não são apenas aqueles que executam determinadas técnicas com facilidade, estes podem chamar-lhes apenas de peritos. Realmente ser um artista marcial na acepção total da palavra requer algo além de treinamento físico e até mesmo mental, necessário se faz estar presente a imaginação, a reflexão e a contemplação, prática, não abstrata, dos movimentos e suas finalidades.

Amigo no sentido de apresentar aos praticantes variantes de possibilidades quase infinitas, em vários segmentos de um treinamento marcial. Tão complexo que é comum, muitos mestres ficarem praticando apenas determinados segmentos dos katys, matando-os em seu real objetivo.
Terrível por conceder apenas a aqueles mais obstinados seus maiores segredos, deixando muitos com a falsa sensação de conhecimento marcial. Ele, os katys, podem ainda levar os praticantes a perderem tempo atrás de algo fútil, enquanto o que realmente importa fica invisível.

Para tornar os katys práticos, fáceis de serem acessados nas informações relevantes, entra em cena a figura do “Mestre”. Outro amigo terrível dos praticantes, pois podem ajudar, mas não esclarecer, guiar e abandonar. Porém o caminho fica determinado, basta ser desbravado pelo praticante. Os katys exigem perfeição do aluno. Perfeição é o objetivo final em nossa vida, símbolo do carinho que colocamos naquilo que nos evolui. A necessidade em se fazer algo com perfeição, nos coloca caminhando, perseguindo a meta ao qual não atingiremos, contudo ao olharmos para trás e percebermos o quanto avançamos, como nos tornamos fortes, sem, no entanto chegar à perfeição, aprenderemos que perfeito mesmo é buscar, acreditar e sempre seguir.

É necessário não perder tempo com os katys, e aprender rápido a vê-los e entende-los, pois brevemente sumirão de nossa memória, deixando apenas o conhecimento sem forma. Decorar matérias não é arte marcial verdadeira, mas não saber técnica nenhuma é como ter um barco e não ter um mar para navegar.

“Os katys, estes amigos maravilhosos”.



 Mestre Taifú