Katy
Este amigo terrível
Na
prática das artes marciais, algumas coisas são obscuras a principio, porém, com
a prática constante e a ajuda sensata (com as dicas na medida certa, sem
confundir mais e nem esclarecer totalmente) o discípulo percebe o quanto os
katys são uma excelente ferramenta importante em sua jornada marcial. Bons
lutadores não são apenas aqueles que executam determinadas técnicas com
facilidade, estes podem chamar-lhes apenas de peritos. Realmente ser um artista
marcial na acepção total da palavra requer algo além de treinamento físico e
até mesmo mental, necessário se faz estar presente a imaginação, a reflexão e a
contemplação, prática, não abstrata, dos movimentos e suas finalidades.
Amigo
no sentido de apresentar aos praticantes variantes de possibilidades quase
infinitas, em vários segmentos de um treinamento marcial. Tão complexo que é
comum, muitos mestres ficarem praticando apenas determinados segmentos dos
katys, matando-os em seu real objetivo.
Terrível
por conceder apenas a aqueles mais obstinados seus maiores segredos, deixando
muitos com a falsa sensação de conhecimento marcial. Ele, os katys, podem ainda
levar os praticantes a perderem tempo atrás de algo fútil, enquanto o que
realmente importa fica invisível.
Para
tornar os katys práticos, fáceis de serem acessados nas informações relevantes,
entra em cena a figura do “Mestre”. Outro amigo terrível dos praticantes, pois
podem ajudar, mas não esclarecer, guiar e abandonar. Porém o caminho fica
determinado, basta ser desbravado pelo praticante. Os katys exigem perfeição do
aluno. Perfeição é o objetivo final em nossa vida, símbolo do carinho que
colocamos naquilo que nos evolui. A necessidade em se fazer algo com perfeição,
nos coloca caminhando, perseguindo a meta ao qual não atingiremos, contudo ao
olharmos para trás e percebermos o quanto avançamos, como nos tornamos fortes, sem,
no entanto chegar à perfeição, aprenderemos que perfeito mesmo é buscar,
acreditar e sempre seguir.
É
necessário não perder tempo com os katys, e aprender rápido a vê-los e
entende-los, pois brevemente sumirão de nossa memória, deixando apenas o
conhecimento sem forma. Decorar matérias não é arte marcial verdadeira, mas não
saber técnica nenhuma é como ter um barco e não ter um mar para navegar.
“Os katys, estes amigos maravilhosos”.
Mestre Taifú
Nenhum comentário:
Postar um comentário